terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Conheça o trabalho de Breno Pineschi que se apresenta com Eumir Deodato no Festival Multiplicidadeno RJ

O artista gráfico Breno Pineschi desde 2002 desenvolve trabalhos de direção de arte e design. Em 2005, por conta da notoriedade e consistência dos seus trabalhos em vídeo, foi convidado a participar do Festival Multiplicidade. Então diretor de arte da Dogma Graphics, Breno concebeu e dirigiu o espetáculo “Snooze – os estágios do sonho”, uma interpretação videográfica de todos os estágios, ciclos e repetições de uma noite de sono.

Cinco anos depois, Breno Pineschi, hoje a frente do escritório de criação Hardcuore, parece a escolha perfeita para dialogar imagéticamente com a música de Eumir Deodato, trazendo seu repertório para uma estética contemporânea.

Especialista em várias linguagens, Breno hoje é dono de uma assinatura visual singular, que previlegia a construção de um universo mais manual, fotográfico e construído, com uma cartela de cores ampla e vibrante.

Breno fotografou e dirigiu o famoso vídeo funk da Do Bem com trilha de João Brasil:

do bem - Suco de Laranja 100% fruta (MPC de torradas) from Hardcuore on Vimeo.

É dele também o recente poster do show Belle and Sebastian que aconteceu no Circo:

BELLE AND SEBASTIAN from Hardcuore on Vimeo.

A roda gigante do Forte de Copacabana que fez com que finalmente os 4 milhões de visitantes sincronizassem a contagem regressiva no reveillon…Direção de arte, animação e finalização de 70 minutos de videografismo em full HD por Breno Pineschi.

Com todo esse talento multidisciplinar, não é de se espantar que Breno Pineschi tenha sido o escolhido para acompanhar Eumir Deodato no palco do Oi Casagrande dia 07 de Dezembro. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do teatro ou no Ingresso.com e custam R$15,00.

Para ter uma ideia do que Pineschi vai mostrar no Multiplicidade, segue abaixo um esboço:

Confira uma entrevista com Breno:

Quais foram as linguagens que você escolheu para traduzir imageticamente o trabalho de  Eumir Deodato? Por que?
As imagens serão muito inspiradas em abstração geométrica e cores vivas. O Eumir Deodato tem um som instrumental completamente funkeado, alegre, psicodélico e espacial. Desde o primeiro contato com o Batman Zavareze, sempre teve em minha cabeça tirar as imagens do plano simples, fazer isso de uma forma mais espacial cenograficamente e videograficamente. O palco terá uma estrutura bem tridimensional mas ao mesmo tempo épica como um artista clássico merece. Estamos desenvolvendo um softwear especial para o espetáculo para mapear o cenário de forma precisa e que vai fazer com que algumas imagens o som gerado pelo Eumir e banda construa elas, quase com que o Eumir desenhasse as projeções com os instrumentos. Vamos ter imagem sincada com piano, guitarra e bateria. Em alguns momentos também farei interferencias ao vivo.

Tendo trabalhado com artistas como Frank Sinatra, Tom Jobim e Bjork, Eumir Deodato é conhecido por seu trabalho eclético. De que forma isso influenciou o seu processo de criação?
Na responsabilidade apenas. Serviu para ampliar o peso nas minhas costas. O Deodato fez arranjo para todos artistas de peso do cenário mundial e isso tudo pesa quando você pensa que você está ao lado dele. Mas o projeto pessoal dele é outra história, é eclético sim, mas todo amarrado com jazz e funky, ele tem algumas versões de músicas conhecidas que você escuta e na hora percebe a identidade dele.

Você já chegou a participar do Festival Multiplicidade em 2005, dirigindo o espetáculo “Snooze – Os estágios do sonho”. Como foi essa experiência e como ela contribuiu para essa nova participação?
Em 2005 produzimos o visual primeiro e o audio foi feito em seguida para acompanhar a projeção e dança ao vivo. Foi um espetáculo lindo e com atos, baseados nos estágios do sono, contamos uma “história”. Tive a oportunidade de encarar este projeto de forma diferente, algo que realmente fosse para ser assistido. Agora tudo é diferente, vamos ter no palco um artista extremamente conhecido e eu vou acompanhar ele. Quero que eu seja a extensão visual do trabalho musical dele, quero compor, trazer o espectador e fã do Eumir para outra dimensão, uma experiencia única. Não quero contar história. A experiência de 2005 foi num teatro menor com capacidade para 100 pessoas, agora é super produção, em um lugar que acolhe 1000 pessoas. A expêriencia de 2005 me serviu para saber que as pessoas vão ali para ver algo além de escutar. Que o visual, contando ou não história, tem que estar alinhado com o som, somar, compor e em um casamento único e inusidado gerar uma noite singular.

Qual artista você escolheria para dividir o palco em uma próxima edição do festival?
Sou muito apaixonado por música e muitos músicos marcaram (e marcam) minha vida,  com certeza seria um sonho fazer algo com alguém que sou fã, como o que está acontecendo agora com o Eumir Deodato, jamais imaginei que isso fosse possivel. Posso ficar listando centenas aqui, mas acho melhor deixar isso a cargo do Batman Zavareze, idealizador e curador do multiplicidade. Ele tem extrema sensibilidade e talento pra isso, quem ele escolher, caso uma outra edição venha a acontecer, será o melhor casamento com o minha estética.

Nenhum comentário:

Postar um comentário